Servidora da Receita busca reverter medidas cautelares e retomar acesso a e-mails em investigação de vazamento de dados de ministros do STF.

A defesa da servidora da Receita Federal, Ruth dos Santos, que está sendo investigada por suposto envolvimento no vazamento de dados fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares, protocolou um pedido formal ao ministro Alexandre de Moraes. O objetivo é o fim do monitoramento por tornozeleira eletrônica e a retomada do acesso à sua caixa de e-mails.

O pedido surge em meio às apurações que indicam “diversos e múltiplos acessos ilegais” ao sistema da Receita Federal, seguidos pelo vazamento de informações sigilosas. A defesa de Ruth dos Santos argumenta que a análise de seus e-mails é crucial para desvendar a verdade e afastar as suspeitas que recaem sobre ela.

Conforme informações divulgadas pelo STF, não foram encontradas justificativas funcionais para as consultas realizadas, o que intensifica a investigação. A decisão sobre o pedido da servidora caberá ao relator do caso no Supremo, ministro Alexandre de Moraes, que também é apontado como uma das potenciais vítimas do vazamento.

E-mails como Prova de Inocência

A argumentação da defesa se baseia em dados contidos na caixa de e-mails da servidora. Segundo os advogados, essas mensagens eletrônicas contêm informações que **derrubariam a suspeita** de que Ruth Machado dos Santos teve acesso a dados fiscais sigilosos da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

Além disso, a defesa alega que os registros eletrônicos comprovariam que, no exato momento em que as investigações apontam para um suposto acesso ilegal, a servidora estava **atendendo a outro contribuinte**. Essa circunstância, segundo a defesa, **inviabilizaria a suspeita** de conduta indevida.

Segurança da Senha e Desdobramentos da Investigação

Outro ponto levantado pela defesa é a **segurança da senha** da servidora. A alegação é que ninguém mais possuía a senha de Ruth dos Santos, o que, em tese, impediria que outra pessoa acessasse os dados em seu nome. A servidora pública foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura os vazamentos.

As investigações sobre o vazamento de dados sigilosos de ministros do STF e seus familiares seguem em andamento. O caso ganhou notoriedade e gerou críticas após o ministro Alexandre de Moraes ter avogado para si a condução do inquérito, alegando uma conexão com o inquérito das Fake News e o fato de poder ser, simultaneamente, vítima e juiz na apuração.

Controvérsia sobre a Condução do Inquérito

A condução do inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes gerou debates. A alegação de que ele pode ser vítima e juiz ao mesmo tempo, somada à divulgação dos nomes dos servidores investigados em uma fase preliminar e sob sigilo, levantou questionamentos. Tradicionalmente, o STF não divulga nomes de investigados antes da derrubada do sigilo dos casos.

A defesa de Ruth dos Santos espera que a análise de seus e-mails e a retirada da tornozeleira permitam um **desenrolar mais transparente** do caso. A expectativa é que as provas apresentadas **comprovem a inocência** da servidora e encerrem o monitoramento.

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