Leonardo Stoppa, ex-influenciador de esquerda, critica PT e PSOL e adere à direita após ser afastado da filha

O influenciador de esquerda Leonardo Michel Rocha Estopa, conhecido como Leonardo Stoppa, anunciou uma reviravolta em seu posicionamento político. Com quase meio milhão de seguidores no YouTube, ele participou da caminhada de 240 quilômetros com o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em janeiro e, nesta semana, declarou o fim de suas atividades como influenciador de esquerda, lançando um novo canal com viés conservador.

A mudança, segundo Stoppa, foi motivada por ter sido afastado de sua filha de sete anos, uma situação que ele descreve como alienação parental. O jornalista mineiro, de 46 anos, está há meses sem ver a filha e sem contato telefônico, devido a um processo de separação conjugal. Ele expressou sua indignação ao ver deputadas do PSOL e do PT comemorando a possível revogação da lei que protege o vínculo familiar.

“Quando vi deputadas do PSOL e do PT comemorando a possível revogação da lei que garante que a criança não vai ser afastada do pai ou da mãe, para mim foi um tapa na cara”, relatou Stoppa. A informação foi divulgada pelo portal Gazeta do Povo.

Críticas à revogação da Lei de Alienação Parental

O projeto de revogação da Lei de Alienação Parental (LAP), de autoria das deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Vivi Reis (PSOL-PA), propõe o fim da Lei 12.318, que tipifica como abuso emocional a conduta de um genitor, avós ou tutores que prejudique o vínculo da criança com o outro genitor. O projeto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Stoppa relatou que, ao ver a aprovação na CCJ, muitos pais expressaram desespero, chegando a cogitar o suicídio. Ele percebeu sua “hipocrisia” ao defender um espectro político que, em sua visão, apoia o sofrimento emocional de crianças e a destruição de famílias. Especialistas do Instituto Brasileiro de Direito de Família e Sucessões (IBDFAM) e da Associação de Direito de Família e Sucessões (ADFAS) defendem que a lei atual, apesar de precisar de melhorias, é um instrumento importante.

Acusações de que a esquerda incentiva o feminicídio

O ex-influenciador de esquerda, que atuou na área por 11 anos e já trabalhou para o portal progressista Brasil 247, afirmou que a esquerda cria brechas para o feminicídio. Segundo ele, a intenção seria aumentar o número de casos para usar a pauta feminista, já que outras bandeiras, como a luta de classes, estariam perdendo força.

“A impressão que se tem é de que a esquerda quer aumentar o feminicídio para usar isso como pauta”, disse Stoppa. Ele argumenta que a esquerda incentiva a mulher a “destruir o homem” e a usar a Lei Maria da Penha para afastá-lo, o que levaria à destruição da família em situações que poderiam ser resolvidas com diálogo.

Stoppa acredita que a situação de sua família poderia ter sido resolvida de outra forma se estivessem no espectro político da direita. Ele relata que sua ex-esposa solicitou medida protetiva contra ele por “violência psicológica”, e agora o contato com a filha, que mora em Belo Horizonte, a 200 quilômetros de onde ele reside em Ponte Nova (MG), precisa ser combinado com advogadas.

Advogadas da ex-esposa se pronunciam

As advogadas da ex-esposa, Edna Teixeira e Talitha Camargo, informaram que a decisão judicial “limita o convívio paterno” e que o contato depende do cumprimento das condições fixadas pelo juízo, devido ao conflito familiar e às medidas protetivas em vigor. Segundo elas, a medida protetiva, prevista na Lei Maria da Penha, decorre de “relatos de violência psicológica, perseguição, intimidação e condutas que geraram temor e abalo emocional”.

As advogadas esclareceram que não há comunicação direta entre os ex-cônjuges por conta da medida protetiva, mas que isso não impede o exercício do direito de convivência nos moldes definidos judicialmente. O procedimento para contatos envolve pedidos formais às advogadas, com definição de datas, horários e condições. “Eventual ausência de visitas não decorre de impossibilidade absoluta, mas da necessidade de observância das vias legais e das medidas de segurança impostas judicialmente”, afirmaram.

Participação na caminhada de Nikolas Ferreira e pedido de visitas assistidas

Stoppa relatou que, após participar da caminhada de Nikolas Ferreira, a defesa da ex-esposa entrou com um pedido para que eventuais visitas dele à filha sejam “assistidas” por um profissional. Ele considera essa medida uma “humilhação”, comparando-a a algo para criminosos.

O jornalista explicou que sua participação na caminhada de Nikolas Ferreira foi motivada pelo sofrimento das famílias dos presos do 8 de janeiro. “Depois de eu passar tanto tempo longe da minha filha, consigo imaginar a dor dessas pessoas”, disse. Ele também criticou a esquerda por, em sua visão, ser obrigada a comemorar as prisões do 8/1, enquanto defende direitos humanos para outros presos. Essa percepção o levou a mudar sua visão política e a abrir um novo canal como influenciador de direita.

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