TCU Investiga Ibaneis Rocha por Suspeita de Pressão no Banco Central na Compra do Banco Master
O governo do Distrito Federal, sob a gestão de Ibaneis Rocha, está sendo alvo de investigações pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A área técnica do órgão recomendou a apuração de suspeitas de que o governo local teria pressionado o Banco Central (BC) para aprovar a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
A principal acusação aponta que a gestão de Ibaneis Rocha teria tentado utilizar o TCU como uma espécie de “instância de recurso” para forçar o Banco Central a autorizar a transação, mesmo após o órgão regulador identificar problemas técnicos e riscos significativos na operação financeira.
O governo do DF, por sua vez, nega veementemente as irregularidades, afirmando que sua atuação foi pautada pelo “legítimo direito de proteger o patrimônio público” e que o BRB possui governança independente. As informações foram apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.
Banco Central Identifica Riscos e Fraudes na Negociação
A investigação do TCU parte de achados do próprio Banco Central. O órgão regulador do sistema financeiro identificou **indícios de fraudes e a existência de ativos inexistentes** em carteiras de crédito que o Banco Master já havia vendido anteriormente ao BRB. Esses achados levaram o BC a barrar tecnicamente a aquisição de uma nova parte do banco privado pela instituição pública de Brasília.
Governo do DF Aciona TCU e Busca Liminar
Em setembro de 2025, o governo distrital buscou o TCU alegando uma suposta **demora excessiva do Banco Central** na análise da operação. Logo após o BC negar oficialmente a compra, o GDF entrou com um pedido de liminar urgente. O objetivo era suspender os efeitos da decisão do BC e fazer com que o TCU revisasse o entendimento técnico do órgão regulador.
Justificativa Oficial do GDF: Proteger o BRB
Em sua defesa, o governo do Distrito Federal sustentou que o acionamento do TCU foi uma medida legítima. Segundo a gestão, a intenção era **evitar a depreciação do valor de mercado do BRB** e proteger sua imagem institucional diante da morosidade do Banco Central. A administração reitera que não houve pressões indevidas e que as decisões comerciais do banco público são autônomas.
Possíveis Consequências e Investigação Ampliada
O relatório técnico do TCU aponta para **possíveis violações aos princípios da moralidade e eficiência** na administração pública. Os documentos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do DF. O objetivo é que esses órgãos apurem se houve danos ao dinheiro público ou caracterização de “gestão temerária” por parte dos envolvidos na tentativa de compra bilionária.