Governo Trump intensifica medidas contra o regime de Ortega com novas sanções a agentes chave

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (26) a imposição de novas sanções contra cinco proeminentes funcionários do regime da Nicarágua. Essa medida representa um endurecimento da pressão de Washington sobre o governo de Manágua, com o objetivo de responsabilizar as autoridades por ações que violam os direitos humanos e prejudicam a estabilidade da região.

Segundo o Departamento de Estado americano, as sanções foram aplicadas devido ao envolvimento dessas autoridades na repressão interna e em atividades que, segundo o comunicado, “incitam a instabilidade regional”. A decisão visa atingir diretamente a estrutura de poder que sustenta o regime de Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo.

As informações foram divulgadas em nota assinada pelo primeiro porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Thomas “Tommy” Pigott. As novas restrições financeiras e de viagem visam isolar ainda mais os indivíduos sancionados e dificultar suas operações. Conforme informação divulgada pelo Departamento de Estado, a decisão faz parte de um esforço contínuo para responsabilizar o ditador Daniel Ortega, sua esposa, Rosario Murillo, e integrantes da estrutura que sustenta o regime.

Autoridades sancionadas ocupam cargos estratégicos no regime nicaraguense

Entre os cinco funcionários sancionados estão nomes de peso dentro da administração nicaraguense. A lista inclui a ministra do Trabalho, Johana Flores, o diretor da Unidade de Análise Financeira, Denis Membreno, e seu subdiretor, Aldo Sáenz. Também foram sancionados a subdiretora do Instituto Nicaraguense de Telecomunicações e Correios, Celia Reyes, e o chefe da Direção de Inteligência Militar, Leonel Gutiérrez.

O governo americano alega que essas autoridades estão na linha de frente de órgãos estatais responsáveis por monitoramento, controle de telecomunicações e estruturas de segurança. Essas ferramentas, segundo Washington, são utilizadas para vigiar e silenciar críticos do governo, demonstrando um padrão de repressão contínuo desde 2018.

Repressão e violações de direitos humanos são o foco das sanções

O Departamento de Estado americano destacou que, desde 2018, o regime nicaraguense tem sido acusado de reprimir protestos populares, deter opositores políticos e perseguir setores da sociedade civil, incluindo a Igreja Católica e a imprensa independente. As sanções foram aplicadas com base nos decretos executivos 13851 e 14088, que visam combater violações de direitos humanos e atos de corrupção na Nicarágua.

Essa nova rodada de sanções ocorre poucos dias após os Estados Unidos terem imposto restrições de visto ao diretor da prisão La Modelo, Roberto Clemente Guevara Gómez, em resposta a abusos cometidos contra detentos. A ação demonstra a persistência dos EUA em pressionar o regime por meio de medidas seletivas.

EUA exigem libertação de presos políticos e reiteram pedido por democracia

Em seu comunicado, Washington reiterou o pedido por “libertação imediata e incondicional” de todos os presos políticos na Nicarágua. Segundo dados da embaixada americana em Manágua, mais de 60 pessoas permanecem “injustamente detidas ou desaparecidas”, evidenciando a grave situação dos direitos humanos no país. O governo dos EUA continua a defender a restauração da democracia e o respeito às liberdades fundamentais na Nicarágua.

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