Trump exalta “era de ouro” dos EUA, critica Suprema Corte e defende legados em discurso de Estado da União

O presidente Donald Trump, em seu primeiro discurso do Estado da União no Congresso, declarou que os Estados Unidos vivem uma “era de ouro”. Ele defendeu os resultados de sua administração em áreas cruciais como economia, segurança de fronteiras e fortalecimento militar, pintando um quadro de recuperação e prosperidade. Trump contrastou a situação atual com a que, segundo ele, herdou de seu antecessor, o democrata Joe Biden.

Segundo o republicano, o país estava em crise, com alta inflação, fronteiras abertas e instabilidade internacional. Ele afirmou que seu governo, em um curto período, promoveu uma “mudança estrutural”, resultando em uma nação “maior, melhor, mais rica e mais forte do que nunca”. Essas declarações foram feitas em um tom de exaltação nacional, buscando reforçar a narrativa de sucesso de sua gestão.

A fala de Trump também incluiu críticas à recente decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou tarifas impostas pelo seu governo com base em uma lei de emergência nacional. A Corte considerou que a lei não autoriza o presidente a impor tais tarifas. Apesar da crítica, Trump assegurou que os acordos comerciais firmados durante o período em que as tarifas estiveram ativas serão mantidos, reafirmando o compromisso de defender os interesses econômicos americanos. Essas informações foram divulgadas com base no discurso presidencial.

Críticas à inflação e defesa da segurança nas fronteiras

Donald Trump voltou a culpar o governo Biden pela elevada inflação nos Estados Unidos, declarando que sua administração está trabalhando para reverter esse quadro. “O governo Biden e seus aliados no Congresso nos deram a pior inflação da história do nosso país”, afirmou. Ele contrapôs essa crítica com dados de sua gestão, dizendo que “em 12 meses, meu governo reduziu a inflação núcleo ao nível mais baixo em mais de cinco anos”.

Em relação à imigração e segurança, Trump declarou que os Estados Unidos possuem “a fronteira mais forte e mais segura da história americana”. Ele apresentou dados impressionantes, como a admissão de “zero imigrantes ilegais nos Estados Unidos nos últimos nove meses” e uma queda recorde de 56% no fluxo de fentanil. Além disso, mencionou que a taxa de homicídios registrou a maior queda histórica, atingindo o menor número em mais de 125 anos.

Guerra contra a fraude e defesa do ICE

O presidente anunciou oficialmente o que chamou de “guerra contra a fraude”, liderada pelo vice-presidente J.D. Vance. Trump declarou que, caso seja encontrada fraude suficiente, seria possível equilibrar o orçamento “da noite para o dia”. Ele citou um caso envolvendo a comunidade somali em Minnesota, onde supostamente teriam sido desviados cerca de US$ 19 bilhões de contribuintes americanos, como um exemplo chocante de corrupção.

Trump também defendeu as operações do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) contra a imigração ilegal, destacando a deportação de milhares de imigrantes ilegais criminosos. Ele criticou os democratas por condicionarem o financiamento do Departamento de Segurança Interna a novas restrições às operações do ICE, afirmando que eles deveriam “se envergonhar” por não priorizarem os cidadãos americanos. O presidente acusou muitos no Congresso de terem permitido e de “fariam tudo de novo” a “invasão na fronteira”.

Ações internacionais e combate ao narcoturáfico

Em sua fala, Trump relembrou o encerramento de “oito guerras” durante seu governo e reiterou que a invasão russa à Ucrânia não teria ocorrido sob sua liderança. Ele afirmou estar trabalhando para acabar com a “nona guerra”, o conflito entre Rússia e Ucrânia, que resultava na morte de “25 mil soldados todos os meses”.

Sobre o Oriente Médio, elogiou o cessar-fogo entre Israel e Hamas negociado por sua administração, que resultou na devolução de todos os reféns. Trump também celebrou a “Operação Martelo da Meia-Noite”, que atingiu instalações nucleares iranianas, e declarou que os Estados Unidos “nunca permitirão que o maior patrocinador do terrorismo do mundo tenha uma arma nuclear”. Ele enfatizou a força militar americana como garantia de paz.

O presidente mencionou a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro como uma “vitória colossal para a segurança dos Estados Unidos”. Ele também destacou o combate ao narcoturáfico, lembrando a designação de cartéis mexicanos como Organizações Terroristas Estrangeiras e a classificação do fentanil ilícito como arma de destruição em massa, medidas que, segundo ele, reduziram drasticamente o fluxo de drogas para o país.

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