Viana Pressiona Governo e PF por Avanço na CPMI do INSS, Ameaça Recurso ao STF
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana, elevou o tom contra a base governista e a Polícia Federal, nesta segunda-feira (2). Viana criticou a articulação do governo na comissão e destacou a urgência na obtenção de documentos sigilosos para o avanço das investigações sobre fraudes previdenciárias que podem ter chegado a um valor bilionário.
Em um cenário de tensão, o senador reforçou que a **continuidade dos trabalhos da CPMI** está em jogo. Ele aguarda uma resposta formal da Presidência do Senado quanto ao pedido de prorrogação das atividades da comissão. Caso não haja uma definição em tempo hábil, Viana declarou que poderá tomar medidas drásticas, incluindo um eventual recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A postura do senador sinaliza um embate direto para garantir que as investigações sobre possíveis falhas tecnológicas e esquemas de fraudes contra aposentados e pensionistas não sejam interrompidas. A expectativa é por mais transparência e agilidade nos repasses de informações cruciais para o desfecho da CPMI do INSS, conforme divulgado pelo portal de notícias.
Oitiva de Presidente da Dataprev Adiada, Advogado Sob Condução Coercitiva
A agenda de oitivas da CPMI do INSS sofreu alterações. O presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz, solicitou o adiamento de seu depoimento, previsto para esta segunda-feira, por estar fora de Brasília. Ele deve comparecer na quinta-feira (5), para prestar esclarecimentos sobre possíveis falhas tecnológicas e de segurança que teriam facilitado um esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas.
Em contrapartida, a comissão aprovou pedidos de condução coercitiva para o advogado Cecílio Galvão em Pernambuco, São Paulo e no Distrito Federal. O pedido de dispensa do depoimento, baseado em prerrogativas de advogado, foi negado pela CPMI. A comissão sustenta que a convocação de Galvão se deve às suas relações contratuais e empresariais sob investigação, e não à sua atuação profissional na defesa de clientes.
A única depoente ouvida nesta segunda-feira foi Aline Cabral, apontada como ex-secretária e peça-chave na estrutura operacional do empresário conhecido como ‘Careca do INSS’. No entanto, Cabral conta com um habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do STF, que a autoriza a permanecer em silêncio durante seu depoimento.
CPI Cobra Documentos e Contesta Filtro da Polícia Federal
O senador Carlos Viana também relatou ter dialogado com o diretor-geral da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, acerca da entrega de documentos referentes à quebra de sigilo de Daniel Rocaro. Viana expressou preocupação com a forma como os documentos estão sendo repassados, sugerindo que a Polícia Federal estaria aplicando filtros indevidos.
Segundo o senador, a decisão do ministro André Mendonça, do STF, não autoriza a PF a realizar filtros prévios nos documentos antes de enviá-los à CPMI. Apesar disso, Viana apontou que há uma orientação do gabinete do ministro para que apenas informações sobre consignados sejam encaminhadas. Diante disso, a Advocacia do Senado foi acionada para buscar esclarecimentos junto ao gabinete ministerial, com o objetivo de garantir o recebimento dos arquivos completos.
Prorrogação da CPMI em Pauta e Resposta a Críticas de Parcialidade
O pedido formal de prorrogação da CPMI do INSS já foi enviado pela presidência da comissão, e Carlos Viana aguarda ansiosamente por uma resposta. O senador reafirmou que, caso não haja uma decisão administrativa favorável até quarta-feira (4), ele não hesitará em **recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF)** para garantir a continuidade dos trabalhos investigativos.
Viana minimizou as críticas de que a comissão estaria agindo de forma parcial. Ele assegurou que não colocará em votação requerimentos que não estejam estritamente ligados ao objeto da CPMI, declarando que “não vou permitir que transformem isso em palanque eleitoral”. O senador encerrou sua manifestação com uma mensagem de firmeza, afirmando que não haverá “nenhum passo atrás” e que a **resiliência e determinação** são fundamentais para realizar uma investigação que o Brasil merece.