Pentágono exige mais gastos com defesa na América Latina para combater crime organizado

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos intensificou a pressão sobre os países latino-americanos para que aumentem seus investimentos em segurança. A cobrança foi feita durante uma conferência de ministros da Defesa das Américas, realizada no Peru, onde a delegação americana defendeu a necessidade de maiores orçamentos para enfrentar desafios como o narcoterrorismo.

A administração de Donald Trump, conforme informações da agência Bloomberg, solicitou que as nações da região elevem seus gastos com defesa para aproximadamente 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa meta contrasta fortemente com a realidade atual, onde muitos governos dedicam menos de 1% de seu PIB a essa área crucial para a soberania e segurança nacional.

A postura americana visa reforçar a capacidade de resposta regional a ameaças complexas, como o crime organizado transnacional e o narcoterrorismo. A falta de investimento é vista como um gargalo para a cooperação e eficácia na luta contra essas atividades ilícitas que afetam a estabilidade de diversos países. Acompanhe os detalhes dessa exigência e as reações esperadas.

“Isso desafia o bom senso”, afirma Subsecretário da Guerra dos EUA

O subsecretário da Guerra americano, Elbridge Colby, foi enfático ao declarar que a situação atual de baixos gastos com defesa na América Latina “desafia o bom senso”. Ele ressaltou a importância fundamental de que os países da região “invistam mais na própria defesa”, argumentando que a segurança nacional é uma responsabilidade primária de cada governo.

Colby citou especificamente o “narcoterrorismo” como uma das principais ameaças que justificam o aumento dos investimentos. Ele também elogiou a Colômbia por direcionar 3,2% de seu PIB para gastos militares, destacando-o como um exemplo de compromisso com a defesa. Essa fala ocorreu em um contexto onde o combate ao crime organizado e às drogas é uma prioridade para os Estados Unidos na região.

Estudo revela baixo investimento em defesa em grande parte da América Latina

Um estudo anual realizado pelo Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri) revelou que, em 2025, apenas três países latino-americanos figuraram entre as 40 nações que mais investiram em defesa globalmente, em termos absolutos. Essa constatação reforça a preocupação americana com o baixo patamar de gastos em segurança na maior parte da região.

Dentre os países citados, o Brasil destinou apenas 1,1% de seu PIB para a defesa, enquanto o México investiu somente 0,7%. A Colômbia se destacou, como mencionado anteriormente, com 3,2% do PIB. Esses números evidenciam uma disparidade significativa nos investimentos em capacidade militar e de segurança entre as nações latino-americanas.

Peru recebe elogios por investimento em caças americanos

Durante a conferência, o subsecretário Elbridge Colby fez questão de elogiar o Peru por suas recentes ações em prol do fortalecimento de sua capacidade de defesa. O país sul-americano chegou a um acordo para a aquisição de novos caças F-16, aeronaves de fabricação americana, demonstrando um movimento em direção ao aumento de seu poderio militar.

Essa aquisição, embora específica do Peru, foi apresentada como um indicativo positivo por parte dos Estados Unidos, que buscam incentivar um maior comprometimento financeiro com a defesa em toda a América Latina. A mensagem clara é que o combate eficaz a ameaças como o narcoterrorismo exige um investimento robusto e contínuo em recursos militares e de segurança.

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